Neste ano inicia, oficialmente, a Década da Ciência Oceânica, uma iniciativa das Organizações das Nações Unidas (ONU) para fortalecer a cultura oceânica e criar estratégias para alcançar as metas da Agenda 2030, principalmente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, responsável pela vida marinha.

A Década é uma oportunidade de “destacar a importância do oceano para a sociedade e para os tomadores de decisão e fazer com que a gente atente para ações que devam levar ao cuidado com a sua qualidade e com a sua saúde”, afirma Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela Cátedra UNESCO para Sustentabilidade do Oceano, e membro do comitê gestor da Década no Brasil.

Entre 2021 e 2030, os 193 países-membros da ONU – incluindo o Brasil – são convidados a trabalhar com pesquisadores, formuladores de políticas, empresas, comunidades e pessoas de várias faixas etárias para levar os benefícios da ciência oceânica para os ambientes marinhos e para toda sociedade.

Jana del Favero, pós-doutoranda na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do Comitê de Assessoramento para a Gestão da Década do Oceano no Brasil, reforça a importância de envolver jovens pesquisadores desde o início da Década. “A Década valoriza muito o escutar a ciência para tomada de decisão. Então envolver pós-doutorandos, doutorandos e mestrandos é fundamental, porque [são eles que] vão ser os profissionais da próxima década e que vão estar trabalhando com o legado que vier”.

No Brasil, a Década é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e que representa o país na Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) – órgão da ONU responsável por coordenar a Década. A Década inicia agora, mas de agosto a dezembro do ano passado o time brasileiro já realizou uma série de oficinas em cada uma das cinco regiões geográficas do território nacional para construir o Plano Nacional que será adotado ao longo da Década.

Segundo Turra, os próximos passos envolvem definir as estratégias, ações e caminhos para promover a Década. Ele também enfatiza a necessidade de “políticas de Estado – e não de governo – relacionadas ao oceano, que sejam implementadas, monitoradas, avaliadas e revisitadas periodicamente”.

Outro ponto importante é a divulgação das atividades para a sociedade. “Uma das coisas que  notamos em todos os workshops, independente da meta, [foi a] importância de comunicar, de trazer a sociedade para trabalhar junto, pra fazer ação junto e todo esse pontapé inicial, tanto do comunicar para chamar as ações, quanto comunicar para divulgar as ações dos resultados”, descreveu Favero.

A Década também pretende fortalecer a cooperação internacional no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias e no intercâmbio de dados para conservar e promover o uso sustentável do oceano, dos mares e dos recursos marinhos.

Para se juntar à Década você pode:


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